Pibidianos

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Foto do Grupo

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Primeira reunião de 2013


Nesta quarta-feira (30/01) o grupo reuniu-se a tarde na Universidade Federal do Pampa/Jaguarão. Fizemos um balanço das atividades de 2012, traçamos novas metas e nos despedimos da coordenadora Juliane Serres que deixou nossa instituição e agora passará a lecionar na Universidade Federal de Pelotas. Sendo assim, a coordenação do PIBID volta às mãos da Professora Ms. Ângela Ribeiro (que estava com licença por motivo de saúde). Gostaríamos de aproveitar para agradecer a dedicação e comprometimento da prof Juliane ao longo de sua atuação. Certamente todas ações estarão guardadas no nosso coração e na história do PIBID Patrimônio! Obrigada!
E boas vindas a prof Ângela!

sábado, 22 de dezembro de 2012

Feliz Natal e um ótimo 2013!


Visita à Unipampa- Intervenção na 8ª Etapa EJA

Intervenção na turma 8º Etapa EJA
Bolsistas ID: Carlos Pacheco e Kênya Martins

     Esta intervenção na turma da 8ª etapa EJA, foi realizada em conjunto com as colegas Suellen e Patricia. Antes as turmas eram separadas, havia a turma 8ª A e a 8ª B, mas com a evasão de alguns alunos, a direção da escola resolveu unir as turmas, tornando-as uma só. Considerando que cada dupla do pibid trabalhava numa turma, tivemos que repensar as práticas.



       No primeiro momento, fizemos uma saída de campo para conhecer a Unipampa, levamos ambas as turmas, os alunos adoraram e puderam conhecer um pouco do funcionamento de uma universidade federal, ouviram relatos dos professores de Letras, Pedagogia e História, bem como dos funcionários da Biblioteca, da Segurança e da Limpeza. Levamos quase uma hora apresentando a Unipampa, os alunos estavam fervorosos para saber tudo, questionaram acerca das disciplinas, a quantidade de leitura submetida aos alunos, sobre as bolsas de permanência e assistência estudantil, entre outras perguntas. No término da visita provocamo-los sobre as diferenças entre a escola IEEES e esta instituição de ensino. Geramos um curto, mas fundamental debate.

Na escada em frente a Unipampa

        Ao voltarmos para a escola, esperamos a Suellen e a Patricia se despedirem dos alunos (esta era a última intervenção delas) e conseguimos mais um período com a professora de Espanhol e então apresentamos um curta que traz abordagem sobre a Cultura. Consistia numa série de pessoas de vários países, respondendo perguntas como “O que é e quem tem cultura”. Seguido do vídeo conversamos com eles e questionamos sobre esta última pergunta.

      Aproveitamos o gancho para reiterar aspectos que caracterizam as discussões políticas sobre o patrimônio. Deixamos que eles fizessem reflexões sobre a real importância do patrimônio jaguarense e de quem era tal patrimônio. Finalmente partimos para a prática, convidamos os alunos para fazer uma roda no pátio da escola e deixamos a cargo de um deles, organizar a roda. Com os alunos a postos, colocamos no chão vários objetos e pedimos a eles que pegassem um e fizessem reflexões sobre a representatividade dele em sua vida. A dinâmica durou todo o período, foi muito divertida, rimos e conhecemos um pouco da história de vida dos nossos alunos e também dos alunos que foram da Suellen e Patricia.


       Foi uma surpresa que por fim rendeu bons resultados, trabalhamos com a improvisação, pois não sabíamos que a quantidade de alunos iria redobrar nesta intervenção. A dinâmica nos permitiu conhecer outras experiências, desenvolver a capacidade de comunicação e o prazer de ouvir o outro. Tudo isso, desperta o cuidado, respeito e socialização de vivências que fazem parte do nosso intuito como educador e que envolvem o que nós entendemos por patrimônio cultural.

 Bibliografia utilizada:
CUCHE, Denys. A noção de cultura nas ciências sociais. Bauru: EDUSC, 1999.

GRUNBERG, Evelina. Manual de atividades práticas de educação patrimonial. Brasília/DF: IPHAN, 2007.

LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. 67, Acultura condiciona a visão de mundo do homem. 14 ed. Rio de janeiro.




                                                                             Por Kênya Martins


Intervenções no 2º D (Ensino Médio/noturno)



Intervenção na turma 2º D Ensino Médio (noturno)
Bolsistas ID: Carlos Pacheco e Kênya Martins


Na nossa segunda intervenção no 2º D, o objetivo geral foi prepará-los para o conhecimento e discussão acerca das fontes utilizadas para o estudo da História, especialmente as que tangem a temática do patrimônio. Para isso, buscamos aprimorar o conhecimento dialogando a respeito do ofício do historiador e aproximando os alunos da temática do patrimônio local. Realizamos uma aula expositiva dialogada com o uso de música e slides trazendo imagens das fontes históricas. Além disso, levamos algumas fontes para o manuseio dos alunos. Por fim, seria proposta uma atividade individual de escrita contendo as impressões dos alunos sobre a aula, porém o andamento das discussões foram maiores do que o previsto e a avaliação não foi concretizada. 

Alunos dialogando e questionando durante a intervenção


Na problematização do oficio do historiador e as fontes nas quais ele utiliza, escolhemos abordar principalmente as fontes escritas, orais, arqueológicas e audiovisuais. O que mais rendeu diálogo foi estas últimas, já que falamos dos meios de comunicação, destacamos a TV, pois eles refletiram mais sobre as questões relevantes da utilização desse meio. Um dos alunos ressaltou que “existe muita manipulação das notícias para transformar as pessoas em alienadas, evitando dessa maneira uma revolução”. 


Pibidianos Carlos Pacheco e Kênya Martins

Explicamos as diferenças das visões sobre determinado fato, exemplificamos subindo à cadeira e mostrando o quanto posições diferentes podem modificar as visões dos fatos, apagar ou dar enfoque aos acontecimentos. Chamamos atenção sobre a Verdade Histórica, que as coisas nos chegam como verdadeiras e exatas, sendo o maior desafio do historiador buscar novas interpretações e não assumir como único um saber, especialmente aquele que se propõe a ser educador.

A turma é muito envolvida e participativa, foi uma intervenção extremamente calorosa, em todos os momentos havia alunos questionando e nos provocando novos pensamentos. Por causa disso, não conseguimos realizar a atividade avaliativa. Todavia, saímos realizados, ainda mais ao ouvir uma das alunas afirmando ser está “sim, uma aula de verdade”. Por trazermos assuntos que permeiam a realidade dos mesmos, a intervenção nos permitiu conhecer e discutir, desenvolver a concepção crítica dos alunos e nos inserir no ensino de maneira dinamizadora e envolvente.


Relato da Terceira  Intervenção:

A terceira intervenção se deu através de uma aula expositiva dialogada com uso de diversos objetos. No primeiro momento, problematizamos questões referentes ao saber histórico deles, trazendo características de Jaguarão e questionando sobre seus conhecimentos acerca de seu título de patrimônio cultural. Com o uso de slides, levamos as respostas das perguntas (O que é e para quê serve a história?) respondidas na primeira intervenção para travarmos um debate. Logo após, com todos os alunos em círculo realizamos uma dinâmica na qual, através de diversos objetos, os alunos representaram sua cultura/patrimônio.

Priorizamos o estudo da história de maneira mais interessante e com uso de fontes. Ajudamos a fazê-los perceber o quão importante é o estudo do lugar onde vivemos para podermos compreender a história micro e macro. Se não nos sentimos parte da história, como poderemos deixar de pensar nela como entediante, sem serventia e relacionada à decoreba? Conversamos com eles e juntos pensamos no patrimônio para o ensino, pois sendo algo ligado a cultura, fruto de motivações de um período pode nos trazer a oportunidade de indagações como: Qual aspecto cultural envolve? Qual contexto histórico pode ser trabalhado a partir dele? Quais foram, quais são seus usos? Por que é considerado como patrimônio pelos órgãos públicos? Você o considera patrimônio? Quem construiu esta ideia de patrimônio?

Juntos traçaram outras ideias do que seria este patrimônio, por vezes estigmatizado como sendo “coisa de rico” e através da dinâmica dos objetos, podemos nos conhecer melhor e observar que nossas vidas são repletas de histórias, nossas cidades são repletas de histórias, que a escola é repleta de histórias e que todas elas servem para nos compreendermos como ser social e histórico.

Turma reunida, os pibidianos Raniere e Hemã participaram  como ouvintes da nossa intervenção.

           




Bibliografia utilizada: 

PINSKYCarla Bassanezi (org.). Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2005.

VEYNE, Paul Marie. Como se Escreve a História? Brasília, EDUNB, 1982.  

PELEGRINE, Sandra C. A.; FUNARI, Pedro Paulo A. O que é patrimônio cultural imaterial. São Paulo: Brasiliense, 2008.

POLLAK, Michael. Memória e Identidade Social. Estudos Históricos, vol. 5, n. 10. Rio de Janeiro: p. 200-212, 1992.

SOUZA, Renato João de; PIRES, João Ricardo Ferreira.  Os desafios do ensino de História no Brasil. Professores em formação. ISEC/ISED, Nº1, segundo semestre de 2010. Disponível em: <http://www.funedi.edu.br/revista/files/edicoesanteriores/numero1/OsdesafiosdoensinodehistorianoBrasil.pdf> Acesso em: 16 out. 2012.

CUCHE, Denys. A noção de cultura nas ciências sociais. Bauru: EDUSC, 1999.

GRUNBERG, Evelina. Manual de atividades práticas de educação patrimonial. Brasília/DF: IPHAN, 2007.

CARDOSO, Ciro Flamarion. História e Paradigmas rivais. In: CARDOSO, Ciro Flamarion e V AINFAS, Ronaldo (Orgs.). Domínios da História: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997, p. 01-32.   

CARR, E.H. Que é História? 6ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. 


Por Kênya Martins.



sábado, 15 de dezembro de 2012

Notícias e agradecimentos


Atenção amigos do PIBID História "Educação Patrimonial”


Nesta semana o grupo, juntamente com a coordenadora do Projeto professora Juliane Serres, esteve compenetrado na organização do relatório que deverá ser enviado para o institucional (Unipampa) e para a Capes (financiadora do PIBID). Logo abaixo temos o link com a maioria das informações sobre as nossas atividades na escola IEEES, eventos organizados por nós, trabalhos aprovados para comunicação e pôster, planos de aula, fotos, reflexões e diversos documentos. 

Sintam-se a vontade para conhecer ainda mais as ações desenvolvidas por este grupo. Além disso, queremos agradecer e ressaltar o enorme sentimento de felicidade  ao vermos que a cada dia aumenta os parceiros e curtidores da nossa página no facebook.

 Obrigada a todos e a todas por acreditarem e fazerem parte deste projeto! 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Relato de Experiência, Oficina de Teatro e Confraternização



Esta quarta-feira (05/12) foi marcada por uma série de atividades pibidianas. Pela manhã o grupo recebeu a visita da Natália Martins de Oliveira Gonçalves, mestranda na UFPEL e membro do Núcleo de Estudos Oeste de Minas, vinculado à Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (NEOM - ABPF). Na sua graduação foi participante do PED- Programa de Estímulo à Docência –“Ensino de História e Identidades Locais” na Universidade Federal de Ouro Preto/MG. Natália trouxe seus sinceros relatos de experiência em sala de aula, durante o período em que participou desse programa que funciona de maneira muito parecida com o PIBID. O grupo se entusiasmou ao conhecer o trabalho dela e de seu parceiro Bráulio.



A partir das 14h, o historiador e ator Darlan de Mamann Marchi esteve com os píbidianos para realizar uma oficina sobre Teatro e educação. Darlan possui graduação em História pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões URI Campus Santo Ângelo (2007) e especialização em Docência para o Ensino Superior pelo Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (2010).  É funcionário da Secretaria Municipal de Cultura de Santo Ângelo/RS e ator do Grupo de Teatro “A Turma do Dionísio”. Atualmente, assim como a Natália, é aluno de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural da Universidade Federal de Pelotas.

A oficina preparada para os pibidianos teve dois momentos.  Na primeira parte discutimos a cerca dos aspectos que caracterizam o teatro, o teatro na visão de Augusto Boal, bem como sua relação com a educação e as possibilidades para o Ensino de História. Através das experiências trazidas pelo historiador, tanto no seu grupo “A turma de Dionísio”, como durante seu trabalho em um Ponto de Cultura de Santo Ângelo, pode-se perceber o quanto é imensa as oportunidades de sairmos do âmbito do discurso e realizarmos dinâmicas com nossos alunos através do uso das técnicas teatrais. No segundo momento, tivemos a prática na qual foram feitas várias dinâmicas que animaram o grupo.

O grupo agradece a Natália e ao Darlan pela disponibilidade em compartilhar com o PIBID as experiências e a vontade de transformar para melhor o ensino de história.

Darlan deixou algumas sugestões de leituras, seguem logo abaixo:
- Augusto Boal
Hamlet e o filho do padeiro. Memórias Imaginadas;
Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas;
Jogos para atores e não atores.
- Viola Spolin
Jogos teatrais na sala de aula.

Mas não para por ai!
À noite os pibidianos se reuniram na casa do bolsista Edson Sousa para fazer uma confraternização e realização de um Amigo Secreto. Combinamos de levar pratos, salgados e/ou doces, e também um livro (os papeis com os nomes do amigo secreto foram retirados na hora). A festa foi marcada por boas risadas e declarações de afeto e carinho.
Um dia realmente intenso e produtivo!
Foto de Crismara Gaia

Link do currículo dos historiadores Natália e Darlan: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4464383H3
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4490139Y5





Exposição: Conhecendo e compartilhando os bens de Jaguarão


A exposição realizada entre os dias 19, 20 e 21 de novembro no Instituto Estadual de Educação Espírito Santo IEEES, se fundamentou nas respostas de cerca de 200 alunos, na seguinte pergunta: O que você mais gostaria de conhecer em sua cidade?



Foto de Kênya Martins


Foto de Kênya Martins


Fizemos então uma lista e dividimos em dez patrimônios, cada bolsista ficou responsável por pesquisar um bem. Os mais votados foram: Ponte Internacional Mauá, Enfermaria Militar, Clube Instrução e Recreio, Casa de Cultura, Santa Casa de Caridade, Museu Carlos Barbosa, Praça Alcides Marques, Igreja Imaculada Conceição, Mercado Público e Teatro Esperança.

A apresentação foi marcada pela presença de vários alunos desde a educação infantil até a EJA. Os bolsistas foram divididos em grupos de trabalho para que pudessem estar presente durante todo o período da realização da exposição. Além disso, foram marcados pontos estratégicos para colocar os pôsteres: em frente à biblioteca, próximo a secretaria, em frente à sala de vídeo, etc.


O grupo agradece a participação dos estudantes, bem como, a parceria dos professores em levá-los até a exposição ou reservar um tempinho da aula para deixar os alunos conversar conosco. Foi muito prazeroso para nós responder as questões e puder compartilhar um pouco da história que compõem Jaguarão.

Foto de Kênya Martins

Obrigada!